
Uma pesquisa recente da Ipsos apontou que 79% dos brasileiros acreditam que a economia do país é pensada para favorecer principalmente os mais ricos. O levantamento reflete o sentimento de parte significativa da população sobre desigualdade e acesso a oportunidades.
O estudo também indica desconfiança em relação à distribuição de benefícios fiscais e incentivos governamentais, vistos por muitos como concentrados em grandes empresas ou segmentos específicos. A percepção reforça a pressão por políticas públicas que ampliem renda, emprego e acesso a serviços essenciais.
Analistas lembram que, embora indicadores macroeconômicos mostrem sinais de recuperação, a sensação de melhora no dia a dia demora mais para chegar à população de baixa renda. Esse descompasso costuma pesar em anos eleitorais, influenciando a avaliação do governo e a escolha de prioridades pelo Congresso.
